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Mariana - O berço de Minas Gerais

Pertencente ao estado de Minas Gerais, Mariana é um município de 1.193,29 km² a leste da capital Belo Horizonte. Com clima tropical de altitude, inverno seco e verão brando, a temperatura média fica em torno dos 18°C. O município tem em sua história fatos que o tornam o “berço da civilização mineira”. Foi Mariana (denominação escolhida como homenagem à esposa do rei D. João V, D. Maria Ana DAustria) a primeira vila, capital, cidade planejada e bispado de Minas Gerais. Nela nasceram grandes talentos da arte barroca, como o pintor Manoel da Costa Athaíde, os poetas Manuel da Costa e Frei Santa Rita Durão e o inconfidente Padre Joaquim da Rocha.

Mariana teve sua colonização iniciada pela bandeira do Coronel Salvador Fernandes Furtado Mendonça que instalou-se, em 1696, próximo a um ribeirão, dando origem ao Ribeirão do Carmo. Como já acontecia nas localidades vizinhas, Ribeirão do Carmo também se tornou uma próspera área de mineração de ouro durante o século XVIII e rapidamente se desenvolveu e sofreu um acelerado aumento populacional. Tão rápido que, em 1709, Ribeirão do Carmo foi escolhido como capital da Capitania de São Paulo e Minas. Dois anos depois, por ordem de D. João V, são escolhidos três povoados para serem elevados à vila. Dentre eles, o primeiro escolhido foi o Ribeirão do Carmo (onde residia o governador da capitania, D. Antônio de Albuquerque Coelho) transformando-se então na 1ª vila de Minas Gerais. No ano de 1720, a capital passa à Vila Rica (atual Ouro Preto). Passados 35 anos, Ribeirão do Carmo recebe uma nova honraria, sendo escolhida como sede do 1º bispado mineiro, sendo o primeiro bispo Dom Frei Manuel da Cruz. Para receber o novo bispo vindo do Maranhão, a vila foi elevada à cidade (já com o nome de Mariana), preparou a segunda maior festa de Minas Gerais no período colonial e elaborou o primeiro projeto urbanístico da Capitania através do engenheiro militar Brigadeiro José Fernandes Pinto de Alpoim.

Com essa reformulação surgiram também os esplendorosos prédios públicos e igrejas, além das mansões. Todo esse esplendor auxiliado pela disputa entre Ordens Terceiras e irmandades religiosas que desejavam mostrar através de suas igrejas todo prestígio e riqueza dos quais desfrutavam. Dessa forma, elas foram construindo edificações cada vez mais belas e ornamentadas que ainda hoje podem ser vistas em Mariana e seus distritos, atraindo visitantes em busca de turismo cultural, pelo Circuito do Ouro.

- Curiosidade: considerado também o berço da religiosidade mineira, Mariana é reconhecido por suas tradicionais festas e manifestações religiosas como procissões, novenas, festas de padroeiros, Corpus Christi, Adoração ao Santíssimo, Pastorinhas e Folia de Reis.

- Como chegar: Saindo de Belo Horizonte (114 km) seguir pela BR-040 (sentido Rio de Janeiro) e após 20 km entrar no trevo da BR-356 (sentido Ouro Preto) até Mariana. De Ouro Preto até Mariana segue 12 km pela BR-356 e, em seguida, são mais 4 km pela rodovia MG-262. Outra opção é o percorrer 18 km na Maria Fumaça que viaja entre Ouro Preto e Mariana.

O que visitar?

- Igrejas: Catedral Basílica da Sé ou de Nossa Senhora da Assunção (de 1760, é onde encontra-se o órgão Arp Schnitger – único na Américas que é tocado em concertos musicais inesquecíveis), de São Francisco de Assis (de 1794, seu púlpito foi feito por Aleijadinho), de Nossa Senhora do Carmo (séculos XVIII e XIX), Nossa Senhora do Rosário (1752), Nossa Senhora das Mercês (1787), São Pedro dos Clérigos (de influência italiana em sua arquitetura, com um dos maiores santos de pau oco de Minas e uma torre que serve como mirante para Mariana) e a Arquiconfraria de São Francisco dos Cordões (criada em 1780 e formada por negros e pardos);

- Capelas: de Santo Antônio (templo mais antigo de Mariana, onde foi celebrada a primeira missa), de SantAna (1720), de Nossa Senhora da Boa Morte (no Seminário Menor, primeira instituição de ensino de Minas Gerais), do Senhor dos Passos ou de São Jorge (1793);

- Museus: Arquidiocesano (prédio de 1770 que abriga diversos objetos religiosos), Alphonsus de Guimaraens, da Música ou Centro Cultural Dom Frei Manoel da Cruz (acervo latino-americano de música sacra);

- Edificações: Casa da Câmara e Cadeia, Pelourinho (onde os infratores eram castigados, sendo o original de 1750 e o atual da década de 1970), Casa do Barão de Pontal (com as únicas sacadas rendilhadas em pedra-sabão de Minas Gerais), Casa do Conde de Assumar (abrigo do primeiro bispo de Mariana), Casa Setecentista (atual sede do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Casa da Intendência ou da Cultura (da primeira metade do século XVIII, antigo local de arrecadação de impostos e fundição);

- Mina da Passagem: Ativa durante o período entre a primeira metade do século XIX até 1984. Possui amplos salões e 30 km de túneis, com lagos subterrâneos e águas cristalinas para a prática de mergulho. Além disso, um vagão pode levar os visitantes a mais de 120 metros de profundidade na mina que já retirou cerca de 35 toneladas de ouro durante suas atividades.

Fonte: Portal online Turismo de Mariana;

Portal online Descubra Minas.

by The Cities

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