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Rota dos Tropeiros

O tropeirismo foi de extrema importância na fundação e crescimento de algumas cidades paranaenses, bem como na formação cultural do Estado. São muitas as marcas, ainda preservadas, deixadas pelos tropeiros que conduziram gados e mulas de fazendas no Rio Grande do Sul para serem comercializadas nas feiras em Sorocaba (SP).

Originalmente, a rota dos tropeiros tinha essa função, ser um importante corredor por onde circulavam grupos levando produtos a serem comercializados e desenvolvimento a locais distantes. Esse movimento perdurou do início do séc XVIII até por volta do ano de 1930, quando esse ciclo tinha decretado seu fim, devido às circunstâncias da modernidade. Hoje a Rota dos Tropeiros foi “redescoberta” como rota turística, propiciando visitação a riquezas que perduraram no tempo.

Servindo como testemunho e fazendo parte do roteiro turístico paranaense Rota dos Tropeiros, estão fazendas, casas antigas e o acervo de variados museus existentes em cidades como Lapa, Castro, Jaguariaíva e Palmeira. A Fazenda Capão Alto e o Museu do Tropeiro, ambos em Castro, são exemplos de locais onde a história desse ciclo se mantém preservada. São Luis do Purunã mantém características dos tropeiros, verificadas nas cavalgadas, muito difundidas na região.

Como o fluxo e o deslocamento de tropas eram frequentes, os municípios que estavam no caminho das tropas, serviram como pouso ou local de engorda do gado (invernada), por até seis meses. Assim, a cultura tropeira levou a cabo a transformação desses pontos de paradas em vilarejos, freguesias, tendo alguns dos agrupamentos se transformado em cidades.

Nesse conjunto de municípios, fazem parte a Lapa, Campo do Tenente, Balsa Nova, São Luiz do Purunã, Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul, Jaguariaíva, Tibagi, Palmeira, Porto Amazonas, Carambeí, Telêmaco Borba, Arapoti e Campo Largo. Soma-se ao desenvolvimento desses municípios diversos apelos naturais, históricos, religiosos, culturais, gastronômicos e de aventura que formam um elaborado e diversificado circuito turístico.

A Rota dos Tropeiros no Paraná inicia em Rio Negro, no município divisa com Santa Catarina, e vai até Sengés, na fronteira com São Paulo. Pelo caminho são encontrados diferentes atrativos que relembram o tempo de homens que se aventuravam pelos sertões e enfrentavam intempéries de todos os tipos. Contudo, o passeio não é só um reencontro com o passado. Ao longo do seu percurso, a paisagem exuberante é revelada em Parques como o de Vila Velha, o Canyon Guartelá e o Parque do Cerrado, mantidos fundamentalmente pela consciência preservacionista que pretende manter toda a beleza natural intacta.

Além da gastronomia tropeira disponível em vários restaurantes, é possível apreciar a culinária típica local com produtos naturais, doces artesanais etc. Deve-se mencionar as inúmeras possibilidades de se fazer esportes de aventura em cenários exuberantes. Como exemplo, o rafting, rapel, off-road, cicloturismo e mountain bike, fora as caminhadas em trilhas, trekking e as cavalgadas.

Dentro da rota turística, podem ser aproveitadas festas que ocorrem anualmente, como é o caso da Münchenfest, em Ponta Grossa, e a Festa de São Benedito, na Lapa. São várias as oportunidades de se vivenciar um pouco da cultura dos diferentes municípios.

A religiosidade é outra marca percebida na Rota dos Tropeiros. Vários são os locais onde a fé está preservada em locais como a Capela do Mosteiro Trapista em Campo do Tenente, o Mosteiro da Ressurreição e a Capela Santa Bárbara do Pitangui, a primeira dos Campos Gerais, datada de 1727, ambos no município de Ponta Grossa. Em Rio Negro, existe a Capela Cônego José Ernser. Na Lapa, o Parque Estadual do Monge, em Balsa Nova, a Capela Nossa Senhora da Conceição do Tamanduá, e as Capelinhas Vieiras, 14 capelinhas feitas em pedra do município de Palmeira.

Essas edificações, além de traduzirem a religiosidade que foi trazida com as tropas e preservada desde muito tempo, reforçam o lado espiritual do visitante.

É assim que o caminho originário de um ciclo específico que permitiu a circulação de riquezas e fomentou a ocupação de uma região do Paraná foi transformado em eixo de turismo, ajudando a incrementar os negócios de hotéis e pousadas, de restaurantes e lojas de artesanato. Aos turistas, lhes são proporcionadas outras riquezas, conhecimento e bastante entretenimento.

Fonte: Panorama do Turismo. Publicação de divulgação do Turismo. Novembro de 2009, p. 11-13.

by The Cities

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