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Músicos Paranaenses

A música no Paraná revelou nomes importantes que contribuíram não só pelo desenvolvimento da arte no Estado, como também no País. No início de sua produção, por exemplo, o Paraná revelou nomes como Augusto Stresser e Brasílio Itiberê. Stresser foi, além de compositor e maestro, também pintor, poeta, jornalista, ourives, pioneiro da fotografia e desenhista. Seus desenhos ilustraram várias publicações, como o jornal O Guarany. Depois da mazurca Pérolas da Noite, criou a Ópera Sidéria, a primeira ópera do Paraná e sua mais importante obra.

Itiberê, formado em Direito, era compositor, diplomata e pianista de renome. Foi pioneiro na utilização de temas folclóricos na música erudita, introduzindo o nacionalismo à produção musical. Ao divulgar sua obra no Rio de Janeiro o compositor teve seus estudos de música na Europa custeados por D. Pedro II, que se encantou com seu trabalho. Itiberê é conhecido nacionalmente pela criação da primeira música nacionalista do Brasil, A Sertaneja.

Na sequência, surgiram outros importantes ícones da música como Bento Mossurunga e José Penalva. Nascido em Castro, em maio de 1879, Mossurunga revelou desde cedo sua paixão pela música. Além de violinista, ele foi pianista, regente, ensaiador, orquestrador, maestro, professor de música e autor de música de peças teatrais nos principais teatros do Rio de Janeiro. Sua obra de maior destaque foi a valsa “Bela Morena”, que tocada por diversas orquestras brasileiras, lhe rendeu reconhecimento nacional.

Já José de Almeida Penalva foi importante compositor, regente, professor, musicólogo, crítico e escritor. Nascido em Campinas, Penalva marcou a história de Curitiba por sua atuação incansável como músico, educador e sacerdote. Sua produção compreende obras para a música de câmara, peças solísticas para piano, órgão, e para coro à capella. Além disso, Penalva é considerado o maior contrapontista e um dos maiores eruditos entre os compositores brasileiros.

Além da música erudita, o Paraná também foi forte representante da música sertaneja. Nesse contexto, a dupla que fez maior sucesso nacional e internacionalmente foi: Nhô Belarmino e Nhá Gabriela. Com canções que retratavam a vida simples do sertanejo no Estado, foram eles que deram impulso na difusão da cultura caipira. A dedicação da dupla à música regional chegou a durar 50 anos marcados pelas apresentações em circos, rádios, Tvs, e shows em diversas localidades. A composição “As mocinhas da cidade”, presente no primeiro LP da dupla, é lembrada até hoje como parte do estilo musical do Paraná.

Foi também no Paraná que nasceu o maestro Waltel Branco, com vida extensa no meio musical, sendo considerado um dos maiores arranjadores e instrumentistas do mundo. Sua carreira é marcada por pseudônimos, parcerias e produções nos mais diversos estilos musicais. Em Curitiba aprendeu bateria, percussão, violão e montou até uma jazz band. Mas espaço na capital foi pouco para a produção de Waltel, que mundo à fora aprendeu violoncelo, cavaquinho, regência, jazz, e começou uma carreira internacional. De volta ao Brasil, firmou parceira com João Gilberto. Sua trajetória inclui discos, arranjos de músicas, e a gravação de importantes obras. Até os dias de hoje Waltel não parou de estudar e produzir música.

Depois de Waltel, quem marcou época foi Lápis, ou Palminor Rodrigues Ferreira. Importante compositor e músico curitibano, foi ele quem trouxe para o Estado o samba, se tornando um dos principais nomes da música no Paraná. Seu grupo curitibano Bitten IV chegou ao Rio de Janeiro, onde gravou um compacto com duas músicas. Através do disco, ganhou espaço em emissoras de rádio e TV e quando grupo acabou, passou a trabalhar com Eliana Pittman, que gravou a música de sua autoria “Meu novo amor”.

Com a cena musical efervescente, surge na capital paranaense a Oficina de Música de Curitiba – um dos maiores eventos de música da América Latina. Todos os anos, durante o verão, a cidade torna-se um dos maiores centros de música do Brasil, recebendo estudantes e professores do mundo todo, que encontram na cidade um local para aprender, ensinar e compartilhar suas experiências. A oficina, que abriga cursos de música erudita e popular brasileira, é um dos principais eventos para os profissionais da área.

Quase na mesma época do surgimento da Oficina, vem também a fundação da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP). Após ficar 30 anos engavetada apenas como projeto, a OSP estreou no Guairão, em 1985, sob a regência de Alceo Bocchino, e Osvaldo Colarusso. Desde então, ela vem formando uma história admirável de dedicação à música. Seu repertório inclui mais de 700 obras, com mais de 200 autores e mais de 500 apresentações em várias cidades e festivais do Brasil. Para realizar toda essa trajetória fizeram parte da orquestra mais de 40 maestros e 150 solistas. O repertório abrangente inclui hoje importantes montagens de balé como O Quebra-Nozes, de Tchaikovsky, e também importantes compositores brasileiros como Villa-Lobos, Carlos Gomes e, Radamés Gnattali.

Fonte: NETO, Manoel J. De Souza. A (des)construção da música na cultura paranaense (2004).

Portal do Teatro Guaíra

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