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ARTIGO

Turismo histórico em Castro

O município de Castro tem sua história relacionada ao período do Tropeirismo. Nessa época, os viajantes que percorriam o Caminho de Viamão entre Viamão (RS) e Sorocaba (SP), com animais e mercadorias, paravam em diversos pousos para descansar e se alimentar. Com o passar do tempo, muitos desses pousos tornaram-se freguesias, vilas e, através do crescimento populacional e desenvolvimento econômico, alcançaram a categoria de município. Dentre esses está Castro, localizado na região do Campos Gerais do Paraná, que foi elevado em 1857.

Assim como ocorre em outras localidades, a história de Castro pode ser observada atualmente por meio das edificações e locais que registraram importantes acontecimentos e a evolução cultural e financeira da sociedade castrense, ou por monumentos erguidos em homenagem aos primeiros colonizadores da região. Hoje em dia, esses espaços configuram-se em atrativos turísticos, visando um público em busca de conhecimento histórico e social.

Entre esses atrativos encontram-se algumas construções, em sua maioria datadas do século XIX. A Casa de Sinhara, um casarão datado da primeira metade do século XIX que, no ano de 1982, foi tombado e transformado em um museu com objetos e mobiliários que retratam o modo de vida das mulheres dos tropeiros na época de sua construção, comumente chamadas de “sinharas” por seus escravos. A atual Casa da Cultura Emília Erichsen foi o primeiro Jardim de Infância do Brasil, fundado em 1850, sob a responsabilidade da professora Emília Erichsen e, em 2010, além de Casa da Cultura é também o Arquivo Público Municipal, com diversos documentos históricos. No ano de 1870 o ex-prefeito Pedro Novaes Rosa construiu uma residência para sua família com taipa de pilão. Em 2000, essa residência começou a receber exposições de arte e tornou-se a Casa da Praça. Outra edificação do século XIX é a Estação Ferroviária, imóvel datado de 1899, que foi tombado como Patrimônio Histórico do Paraná em 1997. Já no século XX, a ponte rodoviária Manoel Ribas marca o governo de Moyses Lupion no estado do Paraná, tendo sido inaugurada em 1950.

Castro possui 3 locais históricos de grande atratividade para quem visita o município. Entre eles está a Fazenda Capão Alto, uma sesmaria (porção de terra concedida pelo governo português como o objetivo de povoamento e desenvolvimento da agricultura e pecuária) do início do século XVIII, que foi doada a Pedro Taques de Almeida e tornou-se ponto de partida para a criação do município. A fazenda com antigos casarões foi durante mais de 100 anos uma propriedade dos religiosos da Ordem Carmelita do Brasil e sua sede, construída no século XIX, foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1982. Para visitação, é cobrada taxa de entrada. No município, o rio Iapó tem sua importância relacionada ao fato de que suas cheias provocavam a parada obrigatória dos tropeiros às suas margens para descanso e, com isso, a cidade foi se desenvolvendo. Dessa forma, tanto o rio Iapó quanto a ponte férrea que passa sobre ele, com dimensão de 144 metros de comprimento e data de inauguração em 1899, são espaços que merecem ser visitados. Por fim, a fonte de Santa Terezinha, implantada por Alcebíades Paes de Souza Brazil, em um terreno central de 14.100 m² para a criação de um espaço de lazer para adultos e crianças, e a comercialização da água mineral “Paraná”, tida como de boas propriedades medicinais. Com o falecimento de Souza Brazil a venda da água foi encerrada e a fonte, assim como as construções em seu entorno, foram abandonadas. A partir do governo do prefeito Rivadávia Menarim (1983-1988), fonte e benfeitorias realizadas foram substituídas pela praça Antonio Ramim Silveira e os prédios que abrigam o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e o Colégio Estadual Profª. Maria Aparecida Nisgoski. Desde 2009, a fonte de água foi reaberta naturalmente através de uma fenda encontrada na praça.

Entre os monumentos históricos, alguns dedicam-se aos colonizadores de Castro, como o Memorial da Imigração Holandesa que é o maior moinho da América Latina, construído no ano de 2001, e que retrata a história da colônia e cooperativa Castrolanda, além de possuir peças do artesanato holandês. O Monumento aos Tropeiros fica no acesso ao município e é uma obra de Júlio Festa, composta pela figura de 2 cavalos e um totem que caracteriza Castro como integrante da Rota dos Tropeiros.

Visitando essas construções e locais, o turista tem a oportunidade de conhecer a história de Castro e entender como o município e sua população se desenvolveram até se tornarem uma das localidades mais importantes para o turismo histórico no estado do Paraná.

Fonte: Guia de Castro 2010. Secretaria Municipal de Indústria, Comércio

e Turismo

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