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ARTIGO

Os povos formadores de Castro

A população de Castro é formada pelos descendentes daqueles primeiros povos que chegaram à região no final do século XIX e início do século XX. Além dos tropeiros que ali se fixaram, o município recebeu muitas famílias de imigrantes europeus, incentivados a se estabelecerem no Brasil devido aos benefícios concedidos pelo governo do país e, nos campos gerais paranaenses, por causa do clima semelhante ao seu local de origem e o solo fértil para a agricultura. Cada imigrante que chegou a Castro influenciou a rotina, os costumes e a economia local, trazendo novas ideias que auxiliaram no desenvolvimento da cidade. Entre as famílias que fazem parte da histórica castrense, a maioria são de origem alemã, holandesa, japonesa e eslava, mas há pequenos grupos formados por pessoas de descendência austríaca, italiana, dinamarquesa, árabe, indonésia e neerlandesa, sem esquecer dos negros e indígenas que lá se encontravam.

Após a I Guerra Mundial, a economia da Alemanha sofria um período de alta na inflação e a perda de territórios férteis. No ano de 1924, o país já se encontra em melhor situação, mas a queda de Bolsa de Nova Iorque em 1929 acaba fazendo com que a crise retorne e provoque falências, desemprego e diminuição na produção agroindustrial alemã. Visando resolver a situação, o governo alemão instaura o nazismo como um programa de intervenção estatal. É nessa época, envolta em pressões políticas e econômicas, que ocorrem as migrações de alemães para o Brasil, chegando ao município de Castro em 1933 e fundando a Colônia Terra Nova. Essa colônia foi realizada pelo Instituto de Emigração da Alemanha que adquiriu a Fazenda Marilândia e distribuiu lotes de terras entre as famílias alemãs. Em apenas quatro anos, já havia no local aproximadamente 40 novas famílias que trouxeram um novo ciclo de desenvolvimento à região. Atualmente, a Colônia atua na produção de leite e cultivo de milho e soja em Castro.

Os holandeses chegaram ao município em dois períodos. Primeiramente, no começo do século XX (1909-1911), vindos da Colônia Gonçalves Júnior, em Irati, para a Fazenda Carambeí atraídos pela oferta de trabalho e lotes de terra com casa, canga para dois bois e três vacas leiteiras, propostas pela empresa ferroviária Brazil Railway Company. Lá, eles construíram uma pequena fábrica de laticínios que viria a se tornar a primeira cooperativa do Brasil e, em 1941, tornaria-se a bem sucedida Cooperativa Agropecuária Batavo Ltda. No ano de 1951, a Europa sofria as más consequências da II Guerra Mundial e, buscando novas oportunidades, 50 famílias de agricultores e pecuaristas da Holanda vieram para o Brasil. Nessa vinda, esses imigrantes trouxeram equipamentos para a agricultura e para uma fábrica de laticínios, além de 1.000 cabeças de gado holandês. Em Castro, eles fundaram a Colônia e a Cooperativa Agropecuária Castrolanda, voltada à produção de laticínios. Hoje em dia, a Cooperativa Castrolanda uniu-se às cooperativas Batavo e Agrícola de Arapoti, formando a Cooperativa de Laticínios do Paraná que representa uma das maiores bacias de leite do Brasil. Além disso, a Colônia mantém sua arquitetura tipicamente holandesa e investe no cultivo de batata, trigo, milho e feijão. Para comemorar os 50 anos da colonização holandesa, Castrolanda construiu um moinho de 37m de altura onde está o Memorial da Imigração Holandesa.

O terceiro grupo de imigrantes mais representativos de Castro são os japoneses. Na década de 1950, o Brasil era um importante produtor de batatas, porém ele dependia do envio de sementes importadas da Europa para garantir a qualidade de seu produto. À procura de uma alternativa para esse problema, a Cooperativa Agrícola de Cotia começou a investir na produção de sementes certificadas e, tomando conhecimento sobre o clima e solo adequado para o plantio dessa semente em Castro, iniciou a organização de excursões para a análise da terra do município. Confirmando as informações, a cooperativa paulista passou a lotear e registrar as terras como Fazenda Coopercotia, distribuindo esses lotes aos interessados no cultivo da batata na região. Dessa forma, dos 32 visitantes, 8 resolveram ficar e as famílias Kimura, Yamamoto, Okubo, Yamasaki, Nohama, Aikawa, Kanayama e Higashi fixaram residência em Castro, participando daquele que seria o primeiro núcleo de cooperativismo dos japoneses no país. Com o trabalho esforçado desse povo e a boa qualidade da batata desenvolvida no municípios, Castro logo recebeu o título de “maior produtor de batatas do Brasil”.

É o conjunto dessas etnias, com todos os costumes, tecnologias, crenças e manifestações culturais trazidas de seus países de origem, que formam o município de Castro. Através do trabalho de todas essas famílias, o desenvolvimento da localidade foi possível e hoje, tanto aqueles que descendem desses povos, quanto seus novos moradores, desfrutam dos benefícios gerados pela união e as realizações dos imigrantes da comunidade castrense.

Fonte: Material fornecido pela Prefeitura Municipal de Castro;

Portal online Castro – Turismo no Tempo.

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