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ARTIGO

Histórico de Uberlândia

A formação do município de Uberlândia nos remete ao processo de ocupação e colonização do Brasil, iniciado no século XVI perdurando até o século XX. Foi através de expedições de exploração, que partiam da Capitania de São Vicente, atual Estado de São Paulo, que grupos foram organizados e deslocavam-se a fim de explorar o interior desconhecido do Brasil. Eram as incursões bandeirantes.

Entre as modificações que essas incursões trouxeram para o território brasileiro está a ampliação dos limites territoriais. E com a descoberta de novas terras, a criação de povoados se tornou necessária para efetivamente ocupar e permitir que estruturas de crescimento local fossem construídas nos novos espaços.

Parte-se do pressuposto que, um local só cresce a partir do momento em que famílias fixas promovem relações sociais e econômicas localmente. A criação de estruturas que permitam essas relações, como a criação de Igrejas, de pequenas oficinas etc. é o que permite estabelecimento e o consequente crescimento. Após a consolidação dessas pequenas povoações ficou mais fácil que a incursão ao interior do Brasil prosseguisse, pois essas continuariam com o propósito de abastecimento.

As expedições de exploração de princípio do século XVII até o século XVIII já haviam descoberto a região das minas no sudeste brasileiro. Porém, como a região das minas era muito disputada, ocorreu a dispersão de alguns paulistas, dentre eles Bartolomeu Bueno da Silva ou Anhanguera I, em direção ao Planalto Central. Saiu de São Paulo em 1682, atravessou o Triângulo Mineiro rumo ao sul de Goiás e seguiu até o Araguaia, numa expedição da qual fazia parte seu filho do mesmo nome, com idade de 12 anos na época.

Em 1722, Anhanguera II organizou uma nova expedição e, buscando o caminho percorrido por seu pai (Anhanguera I), chegou ao Rio Grande, antigo Jeticaí. Ao atingir a margem oposta, alcançou as terras do Sertão da Farinha Podre, uma terra de domínio dos índios Caiapós. A região da Farinha Podre é o que conhecemos hoje por Triângulo Mineiro.

A trajetória de Anhanguera II nessa região o levou até o lugar onde mais tarde, em 1744, o Coronel Antônio Pires de Campos fundou a Aldeia de Santana (atual Indianópolis). A partir daí, costeando algumas picadas abertas, que reunidas formavam a “Estrada do Anhanguera”, prosseguiram até as terras de Goiás.

O que a História nos revela é que a efetiva ocupação de Uberlândia, bem como de todo o Triângulo Mineiro, só se deu a partir do século XIX, pois, anteriormente, a região era apenas ponto de passagem de grupos que tinham interesse em prosseguir rumo ao Planalto Central.

O Triângulo Mineiro pertenceu à Província de Goiás até 1816, quando passou para a Província de Minas Gerais. No intuito de colonizar as terras situadas na região, o governo de Minas iniciou uma campanha visando a efetiva ocupação do Sertão da Farinha Podre, através da concessão de Sesmarias para que dessa forma, a vinda de novos desbravadores e sua fixação fosse facilitada. Nessa época os índios Caiapós, primitivos habitantes do local, foram expulsos para fora da região.

Os interessados nos atrativos oferecidos, como a concessão de sesmarias, se deslocaram ao que hoje conhecemos por Uberlândia. João Pereira da Rocha foi um que, atraído pela possibilidade de ocupar áreas imensas e férteis, chegou ao local. João Pereira da Rocha, em 29 de junho de 1818 foi o primeiro, após o desbravamento da região pelos bandeirantes, a fixar-se ali, demarcando área próxima à Aldeia de Santana, aquela percorrida por Anhanguera II. No local, instalou a sede de sua sesmaria que denominou por Fazenda São Francisco, demarcou ainda outras fazendas e deu o nome de ribeirão São Pedro a um curso dágua encontrado.

A fundação da cidade está remetida à vinda de João Pereira e de outras famílias, como os Carrejo, que com o passar do tempo adquiriam novas terras e iam formando novas sedes.

Vindas de várias regiões do Brasil, famílias se fixaram aumentando o contingente de colonizadores e, para atender às necessidades imediatas desses, surgiram pequenos estabelecimentos, como oficinas, serrarias, olarias, engenhos de cana, teares e tendas de ferreiro.

Em 1835, Felisberto Alves Carrejo, na Fazenda da Tenda, fundava a primeira escola da região, sendo ele próprio, responsável pela alfabetização. Felisberto idealizava o início do povoado. Em 1846 adquiriu 10 alqueires de terras, da Fazenda do Salto, à margem direita do Ribeirão São Pedro e Córrego Cajubá. E no terreno que ficou conhecido como Pasto da Santa (hoje bairro Tabajaras), Felisberto projetou a construção de uma Capela.

Logo que se estabeleciam, era costume erigir uma capela em sinal da religiosidade que também acompanhava o crescente povoado. O local escolhido era uma vasto "capão" de mato e, em 1846, após autorização do bispado de Goiás, é iniciada sua construção. Passados sete anos, estava concluída a Capela que daria origem ao Arraial de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião da Barra de Uberabinha.

A área onde se construiu a capela de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião consolidou a formação do povoado em 1853. Ao seu redor funcionava primeiro cemitério local e em seu entorno, surgiram as primeiras casas do arraial de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião da Barra de São Pedro do Uberabinha, mais conhecido por São Pedro do Uberabinha.

Em 1861 foi reconstruída a Capela, passando a denominar-se Igreja Matriz de N. Senhora do Carmo.

Nas circunvizinhanças da Igreja têm início construções de habitações destinadas à residência e comércio. Sem que houvesse algum critério de urbanização, foram abertas ruas e logradouros públicos foram aparecendo, acompanhados do crescimento demográfico. Assim, motivados pelo crescimento, as lideranças políticas locais pleiteavam a emancipação do povoado de São Pedro de Uberabinha, o que foi concretizado através da Lei nº 4643 de 31 de agosto de 1888. Nesse ano, tornava-se Vila, em seguida Município de Uberabinha, constituído das freguesias de São Pedro do Uberabinha e Santa Maria.

Em 24 de maio de 1892, foi elevado à categoria de cidade, instalando-se a primeira Câmara Municipal e sendo o Agente Executivo, que corresponde hoje ao cargo de Prefeito , o Sr. Augusto César Ferreira e Souza. Em 1929, passa a ter a denominação de Uberlândia.

Fonte: Portal Online da Prefeitura Municipal de Uberlândia.

Portal Online do IBGE.

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