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ARTIGO

Características

Uberaba tem sua origem histórica na ocupação do Triângulo Mineiro, área compreendida entre os rios Grande e Paranaíba e que ficou sob a jurisdição da Capitania de Goiás até 1816, quando passou para Minas Gerais. Essa região começou a ter importância quando a Bandeira liderada por Bartolomeu Bueno da Silva, conhecido como Velho Anhanguera, descobriu, em 1682, ouro em Goiás.

Para explorar os metais preciosos aí existentes, o Governador da Capitania de São Paulo e Minas Gerais articulou a abertura de uma estrada. A expedição, a cargo de Bartolomeu Bueno da Silva Filho (filho de Anhanguera), saiu de São Paulo, partindo pelos rios Atibaia, Camanducaia, Moji-Guaçu, Rio Grande, Rio das Velhas e penetrando em Goiás pelo Corumbá, rota atualmente conhecida como Estrada Real ou Anhanguera. Nesse caminho, ela passou pelas terras do atual município de Uberaba, conforme relatos da época.

No processo de exploração do Triângulo Mineiro, marcado pelo amansamento e extermínio das populações indígenas e dos negros nos quilombos, foram surgindo novos povoados como o de Vila Boa, em Goiás, que se tornou capital. Em uma das diversas buscas por terras, a região de Uberaba começou a se desenvolver, quando o Major Eustáquio atingiu o rio Uberaba e fixou-se na margem esquerda do Córrego das Lages, onde construiu a Chácara da Boa Vista (local da atual Fazenda Experimental – EPAMIG – Empresa de Pesquisas Agropecuárias de Minas Gerais). Junto com ele vieram fazendeiros e aventureiros que passaram a produzir e comercializar com as caravanas que ligavam Goiás a São Paulo.

Posteriormente, com uma capela e imigrantes boiadeiros, mascates, comerciantes, criadores de gado, ferreiros etc, o povoado foi elevado à categoria de Freguesia, com território delimitado. Nesse tempo a igreja, submetida ao Estado, começava a exercer um importante papel na vida cotidiana do município. Os moradores da Freguesia, até mesmo os escravos, eram obrigados a satisfazer os deveres para com Deus. A pontualidade dos “Fregueses” era controlada pelo sacerdote, que lia a lista dos seus jurisdicionados, e a ausência desses deveria ser justificada. As justificativas também eram devidas por aqueles que não cumprissem as obrigações de confissão e comunhão pela páscoa.

O cunho religioso que se mesclava à vida cívica da Freguesia foi a base de sua existência social e razão da intensificação de seu desenvolvimento. Sobre isso, Luiz D’Alincourt, quando passou pela segunda vez por essas terras em 1823 observou: “A população da Freguesia anda em duas mil almas de confissão; o negócio é grande, vão se formando ruas, as casas são em muito maior número...”.

Uberaba foi crescendo e sua área sendo ocupada, formando extensas propriedades. Em pouco tempo reuniu-se seleta população de agricultores, pecuaristas, comerciantes e outras profissões, fato que viabilizou o Governo Provincial de Minas Gerais a criar o Município de Santo Antônio de Uberaba em 1836.

Hoje, Uberaba representa um centro comercial dinâmico, uma agricultura produtiva, um parque industrial diversificado e uma planejada estrutura urbana.

Fonte: Portal online do Arquivo Público de Uberaba

Portal online da Prefeitura Municipal de Uberaba

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