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ARTIGO

Meio Ambiente em Minas Gerais

Por sua grande extensão e variedade climática, Minas Gerais possui uma enorme variedade na sua fauna e flora. As terras mineiras situam-se num planalto com altitude média de 700 metros e o Estado integra o Planalto Atlântico, com destaque para as Serras da Mantiqueira e do Espinhaço. Na sua porção noroeste, localizam-se os platôs do Planalto Central.

Podem ser encontrados no Estado quatro tipos principais de biomas : Cerrado, Mata Atlântica, Campos de Altitude (ou Rupestres) e Mata Seca. Cada cobertura vegetal corresponde a um clima, relevo e bacia hidrográfica específica, constituindo-se em características específicas. São três os climas que ocorrem em Minas, conforme a região. O tropical semiárido ocorre ao Norte, o tropical semiúmido ocorre no Centro-Sul e o tropical de altitude é predominante no estado nas regiões mais altas.

O Cerrado predomina em cerca de 50% do Estado, especialmente nas bacias dos rios São Francisco e Jequitinhonha. As estações seca e chuvosa são bem definidas e a vegetação é composta de gramíneas, arbustos e árvores. Abriga importantes espécies da fauna: tamanduá, tatu, anta, jiboia, cascavel e o cachorro do mato e algumas ameaçadas de extinção, como é o caso do lobo-guará, do veado-campeiro e do pato-mergulhão.

A Mata Atlântica é o segundo principal bioma em Minas Gerais. A vegetação é caracterizada por ser densa e permanentemente verde, com alto índice de chuvas. Sua flora é rica em bromélias, cipós, samambaias e orquídeas. Quanto à fauna, a diversidade animal é grande, podendo ser verificados mamíferos (macacos, preguiças, capivaras, onças), aves (araras, papagaios, beija-flores), de répteis, de anfíbios e invertebrados.

Os campos de altitude ou Rupestre são caracterizados pela cobertura vegetal de menor porte, predominando a vegetação herbácea, com arbustos escassos e árvores raras e isoladas. Ocorre em pontos mais elevados, como a Serra da Mantiqueira, do Espinhaço e da Canastra. Na sua fauna ocorrem raposas, veados, micos, capivaras e cobras, entre outros.

A mata seca é característica do Norte do Estado, no vale do rio São Francisco, com vegetação composta por plantas espinhosas, galhos secos e poucas folhas na estação seca. No período de chuvas, a mata floresce em grandes folhagens. A vegetação é muito rica, destacando-se o pau-ferro, ipês e angicos. Na fauna, podem ser observadas a ariranha, a onça pintada, a anta, a capivara e a águia pescadora.

Com relação à cobertura vegetal original do Estado, devido ao ciclo exploratório do ouro nos séculos passados, bem como pelo próprio desenvolvimento ocupacional, Minas Gerais teve grandes áreas devastadas. Essa situação começou a ganhar preocupação por volta da década de 1980, quando foram criadas e legalizadas áreas com a finalidade de preservação de espécies e do ecossistema. Segundo dados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, existem no estado 1.252 km² de áreas de preservação ambiental, entre parques estaduais e federais mantidos para os fins científicos, educacionais, culturais e também para o ecoturismo.

A consciência ambiental é uma prática que tem sido reforçada nos últimos anos, através da criação de leis pautadas na garantia da preservação de áreas verdes e na conciliação dos processos de ocupação e urbanização do estado de forma sustentável. Atuando no cumprimento legal, estão as esferas governamentais, a iniciativa privada e ONGS. São quatro as esferas do governo atuando com responsabilidades para o meio ambiente: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

Dentre os programas ambientais que o estado vem desenvolvendo estão a conservação do Cerrado e a Recuperação da Mata Atlântica. Os programas incluem planos de prevenção e combate a incêndios florestais nas unidades de conservação e a recuperação de áreas com remanescentes de mata nativa. A política estadual também tem atuado quanto à destinação final de resíduos sólidos, através de coleta seletiva, de medidas de erradicação de lixões e a criação de locais para tratamento desse material.

Com relação à hidrografia, o Estado de Minas Gerais abriga uma grande quantidade de nascentes de importantes rios brasileiros. As nascentes das bacias hidrográficas do São Francisco, Paraná, do Atlântico Leste e do Atlântico Sudeste estão no território mineiro. O Rio São Francisco, considerado um rio de integração nacional (percorre parte dos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas, antes de desembocar no Atlântico), é o principal rio de Minas e drena quase metade da área do estado.

Aproximadamente 30% do território mineiro é ocupado por rios e lagos, tendo dezesseis bacias fluviais que irrigam distintas formações vegetais. Esses recursos hídricos são amplamente utilizados pelas usinas hidrelétricas e represas, em açudes e canais para irrigação, bem como nas atividades de Turismo e lazer.

Fonte: Portal Online do Governo do Estado de Minas Gerais.

by The Cities

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