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ARTIGO

Energias Renováveis

Energias renováveis são aquelas cujas fontes de origem geram energia de um modo sustentável e mais limpo. Dentre essas fontes, as mais usadas são o sol, o vento, as águas da chuva e a biomassa.

Apesar de serem menos impactantes ao meio ambiente, esses modelos energéticos ainda são pouco utilizados mundialmente. Em 2003 as energias renováveis representavam apenas 14,4% de toda produção energética do planeta, enquanto a energia nuclear e, em especial, os combustíveis fosseis (petróleo, gás natural e carvão) representavam os 86,6% restantes, sendo estes últimos os grandes responsáveis pela emissão de bilhões de toneladas de gases na atmosfera, o que tem gerado o aumento da temperatura do planeta e a destruição da camada de ozônio, que por consequência, vem provocando as mudanças climáticas do planeta.

Segundo o relatório “Tendências Globais de Investimentos em Energia Sustentável”, divulgado em 2009 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Brasil é o maior mercado mundial de energias renováveis. Esse documento trouxe a confirmação de que 46% da energia utilizada no país provém de fontes que se renovam. Além disso, o Brasil é um dos líderes mundiais em financiamento nesse tipo de energia. De acordo com o relatório, em 2008, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou mais projetos de energias renováveis do que qualquer outra instituição financeira no mundo.

Em termos de produção de eletricidade, a energia hidráulica sempre foi dominante no Brasil que, graças ao seu rico patrimônio hídrico, detém cerca de 433 usinas hidrelétricas em operação, as quais são responsáveis por aproximadamente 85% de toda energia elétrica produzida no país. Outro importante gerador de eletricidade no Brasil é a biomassa, entendida como todo recurso renovável que provém de matéria orgânica animal ou vegetal e que tem por objetivo principal a produção de energia.

Já o biocombustível, classificado como qualquer combustível originado de espécies vegetais (bioetanol, biodiesel, biogás, biomassa, biometanol, etc.), é um dos mais importantes destaques na matriz energética brasileira. O mais importante biocombustível produzido no país é o álcool proveniente da cana de açúcar (etanol). Sua principal vantagem é a menor poluição que causa, em comparação aos combustíveis derivados do petróleo. Segundo o Relatório do Pnuma, ao final de 2008 o etanol representava mais de 52% do combustível consumido por veículos leves no Brasil.

A energia eólica, produzida a partir da força dos ventos, é também uma fonte limpa e renovável. Abundante, o maior potencial para produção de energia eólica no Brasil encontra-se nos litorais das regiões Nordeste, Sul e Sudeste. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil possui 248 megawatts (MW) de capacidade instalada de energia eólica, derivados de dezesseis empreendimentos em operação.

O hidrogênio como combustível e fonte de energia está sendo pesquisado em vários países do mundo, constituindo uma terceira geração de combustíveis cuja entrada em operação comercial é prevista para os anos posteriores a 2030. No Brasil, o Ministério de Minas e Energia (MME) possui um programa nacional de incentivo ao uso de hidrogênio como fonte energética.

Outra alternativa de energia limpa e renovável é a maremotriz, proveniente das águas dos oceanos, através da energia térmica e da energia contida no fluxo das marés, das correntes marítimas e das ondas. Hoje, essa forma de geração de energia é utilizada principalmente no Japão, na Inglaterra e no Havaí. No entanto, há usinas maremotrizes em construção ou em fase de planejamento no Canadá, no México, no Reino Unido, nos EUA, na Argentina, na Austrália, na Índia, na Coréia e na Rússia. O Brasil, apesar de não possuir usinas para a produção desse tipo de energia, apresenta condições favoráveis à implementação. O litoral maranhense, com altitudes marítimas que chegam a oito metros, e os Estados do Pará e Amapá, por exemplo, apresentam condições favoráveis para a produção maremotriz.

Por fim, a energia solar é também uma alternativa energética promissora para enfrentar os desafios da sustentabilidade. Conforme dados do relatório "Um Banho de Sol para o Brasil", do Instituto Vitae Civilis, o Brasil, por sua localização e extensão territorial, recebe a cada ano uma quantidade de energia solar que corresponde a cerca de 50 mil vezes o seu consumo anual de eletricidade. Atualmente há vários projetos, em curso ou em operação, para o aproveitamento da energia solar no Brasil. Dentre essas formas de aproveitamento, destacam-se o uso dessa energia para aquecimento da água e os sistemas fotovoltaicos, voltados para a geração de eletricidade e utilizados principalmente para o suprimento em comunidades rurais.

Fonte: Portal online do Ministério do Meio Ambiente

Portal online da Revista Veja

by The Cities

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