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Extrativismo no Brasil

O extrativismo refere-se a toda atividade de coleta, para fins econômicos, de produtos naturais, sejam eles de origem animal (peles, carne, óleos), mineral (exploração de minerais) ou vegetal (madeiras, folhas, frutos etc). Trata-se da extração de produtos espontaneamente gerados pela natureza, cujo ciclo biológico não há intervenção humana.

Essa atividade é um importante item da econômica brasileira, desde a sua fundação com a exploração do pau-brasil, até os dias atuais com a extração de vários produtos, em especial na região Norte, onde destaca-se o extrativismo da madeira, plantas medicinais, castanha, borracha, além de minérios como ouro, ferro, bauxita e cassiterita.

O extrativismo vegetal, caracterizado pela coleta em vegetações nativas espontâneas, divide-se em madeireiro e não madeireiro. O Brasil tem na madeira em tora, lenha, carvão e nó-de-pinho o extrativismo madeireiro. Nele destacam-se as madeiras jacarandá, canela, imbuia, sucupira e o mogno. Já no extrativismo não madeireiro destacam-se a borracha, fibras, gomas, frutos e amêndoas oleaginosas, folhas e raízes medicinais, aromáticas, corantes e alimentícias. Na região Norte, por exemplo, o pé de buriti, o pé de murici, o cupuaçu, o babaçu, são fontes de renda de muitas comunidades. Em termos de Brasil, o babaçu, com destaque no Maranhão; a piaçava na Bahia, o açaí no Pará, a erva-mate na Região Sul e no Estado do Mato Grosso do Sul, o carnaúba no Piauí e Ceará e a castanha do pará, nos Estados do Acre e Amazônia são, sucessivamente, os principais produtos da extração vegetal não madeireira.

No extrativismo mineral, ocorre exploração dos recursos minerais da terra para posterior transformação nas indústrias ou para consumo imediato, como ocorre com a água mineral. Essa atividade pode utilizar uma tecnologia reduzida, como nos garimpos de ouros em rios, ou usar equipamentos sofisticados e técnicas avançadas, como na exploração e extração de petróleo, gás natural e minério de ferro. Na Região Norte, especialmente na Amazônia, existem grandes projetos voltados para esse tipo de extração. Entre eles destacam-se o Carajás e Rio Trombetas, no Pará com a extração de ferro e bauxita; a Serra do Navio, no Amapá, com a extração de manganês e a Serra Pelada, também no Pará, extraindo ouro. Já o extrativismo animal é realizado em atividades de pesca e caça, na captura de animais selvagens, aves silvestres e peixes.

Um dos grandes problemas do extrativismo realizado no Brasil é a extinção de seus recursos, tal como ocorreu com o pau-brasil que quase desapareceu após um intenso processo de exploração. Outra intensa devastação ocorre na Amazônia, onde em muitos rios e áreas indígenas é praticada a garimpagem clandestina, provocando uma das maiores degradações ambientais da região, inclusive com a poluição de águas.

Fonte: IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Portal da Organização Bio-Bras

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