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Cadeia produtiva de madeira e móveis

A cadeia produtiva de madeira e móveis no Brasil compreende as atividades que vão desde a produção de madeira serrada e produtos sólidos de madeira, proveniente de reflorestamentos, até a fabricação final do móvel. Nos últimos anos, o setor passou por grandes avanços e sua produtividade chegou perto dos níveis internacionais, o que possibilitou um grande volume de exportações a partir da década de 1990.

Atualmente, o mercado emprega aproximadamente 207 mil trabalhadores, em mais de 16 mil estabelecimentos espalhados pelo país. Dados de 2005 apontam que seu faturamento ultrapassou os R$ 12 milhões, sendo 18% de toda produção nacional destinada à exportação para países como Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Argentina e Chile.

O setor moveleiro desenvolveu-se no Brasil a partir de três regiões, contudo, em 1950 a cidade de São Paulo foi o seu polo pioneiro, com seus municípios limítrofes Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano. Os outros núcleos de produção, localizados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, consolidaram-se efetivamente na década de 1960 e 1970. Em um primeiro momento, essas regiões atenderam o mercado interno, contudo, investiram mais tarde na demanda internacional. A realidade atual mostra que os Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná respondem por cerca de 82% da produção de móveis do país, sendo que somente São Paulo e Rio Grande do Sul representam, respectivamente, 42% e 18% da produção total.

O Estado de Santa Catarina é o maior exportador e o terceiro maior produtor de móveis do país, com mais de 900 fábricas de móveis. O principal polo moveleiro do Estado e um dos maiores do Brasil fica na cidade de São Bento do Sul, onde concentram-se quase 40% do total das exportações nacionais e confeccionam-se móveis para uso residencial direcionados para o mercado de exportação.

A indústria brasileira de móveis caracteriza-se pelo pequeno porte de seus empreendimentos. As micro e pequenas empresas representam em torno de 88% do total de estabelecimentos registrados, 33% do emprego total e apenas 16% do valor bruto da produção industrial. Já as empresas de porte médio representam 12% do total dos estabelecimentos, 60% do emprego total e 75% do valor bruto da produção.

Entretanto, o futuro do setor está diretamente ligado às crescentes restrições de caráter ambiental ao uso de madeiras de lei, o que reforça a opção pela matéria prima oriunda de reflorestamento, como o pínus e o eucalipto. Obter em seu território áreas cobertas por florestas naturais, logo não representará para o país vantagem no mercado, já que o mundo está cada vez mais preocupado com a preservação dos recursos naturais.

Fonte: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

by The Cities

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