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Castro Alves

O poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves nasceu na Bahia, em 1847, na cidade que atualmente recebe seu nome “Castro Alves”. Ainda no colégio frequentou os “Oiteros” - espécie de Sarau que envolvia arte, música, poesia e declamação. A atmosfera literária que viveu na infância influenciou a sua apaixonada e precoce vocação para a literatura, sendo que aos 17 anos escreveu suas primeiras poesias. Conhecido como o “Poeta dos Escravos”, o escritor tem em seus textos uma forte alusão às questões sociais, principalmente em relação ao combate à escravidão.

Da Bahia, mudou-se com o irmão para Recife (PE), onde passou a ser muito requisitado como tribuno e poeta em sessões públicas da faculdade, em sociedades estudantis e em teatros. A cada aparição, mais aplausos. Seu porte esbelto e voz possante trazia admiração dos homens e arrebatava paixões femininas. Muitas delas vieram à tona, como a sua relação com a atriz Eugênia Câmara. A forte ligação amorosa desempenhou importante papel não só em sua vida, como também em sua lírica tornando-a repleta de esperança, euforia, desespero e saudade.

No dia 17 de maio de 1863, Castro Alves publicou em “A Primavera” seu primeiro poema contra a escravidão: “A canção do africano”. No mesmo ano a tuberculose se manifestou no poeta, que mais tarde se matriculou na Faculdade de Direito de Recife, onde havia sido recusado duas vezes anteriormente. Em dois anos de curso mudou de cidade diversas vezes, se alistou como voluntário para Guerra do Paraguai e fundou com Rui Barbosa uma sociedade abolicionista.

Durante uma fase de intensa produção literária, produziu seus textos em duas vertentes: a feição lírico-amorosa, mesclada de sensualidade, e a feição social e humanitária, com momentos de brilhante eloquência épica. Ainda no Nordeste, em 1866, publicou o drama “Gonzaga ou a Revolução de Minas”, através do qual foi coroado e conduzido em triunfo. Dois anos depois viajou para o Rio de Janeiro, recebeu muitos elogios por sua obra e voltou a cursar Direito, desta vez na cidade de São Paulo.

Na capital paulista ganhou publicações nos jornais da época e também recitais em festas literárias. No mesmo ano apresentou publicamente “Tragédia no mar”, que depois se tornou “O navio negreiro”, e reapresentou “Gonzaga” no Teatro São José. Tuberculoso e sem ligação alguma com Eugênia Câmara, passa a viver na fazenda paterna, onde acidentalmente leva um um tiro no pé. A fatalidade fez com que o poeta passasse por diversas cirurgias, e com o perigo de gangrena acabou com uma amputação.

Com a saúde comprometida, em 1870 voltou à Bahia buscar o apoio da família vivendo entre Salvador e a fazenda Santa Isabel, em Itaberaba. No Estado publica seu primeiro livro, “Espumas flutuantes” - o único que chegou a publicar em vida -, muito bem recebido pelos leitores e completa “A Cascata de Paulo Afonso”, de publicação póstuma. Na sequência, um amor platônico, dessa vez pela cantora Agnese Murri, inspira seus mais belos versos. Sua última aparição em público no ano de 1871, se deu numa récita beneficente. Meses mais tarde, no solar da família no Sodré, faleceu às três e meia da tarde do dia 6 de julho. Com a sua morte deixou incompleto a obra “Os Escravos”, uma série de poesias sobre a temática da escravidão.

Patrono da Cadeira n. 7 da Academia Brasileira de Letras, como poeta lírico Castro Alves se caracterizou pelo vigor da paixão, a intensidade com que retrata o amor, o desejo e o encantamento da alma e do corpo. Já enquanto poeta social, foi muito sensível às inspirações revolucionárias e liberais do século XIX. Castro Alves foi, no Brasil, devoto da causa abolicionista. Como orador exprimiu muito valor à sua poesia e apresentou um poder excepcional de comunicabilidade.

Fonte: Portal online Wikipédia

Portal online da Academia Brasileira de Letras

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