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Realismo no Brasil

Na segunda metade do século XIX, o Brasil passava por diversas mudanças sociais, políticas e econômicas. Com o fim do tráfico negreiro e a abolição da escravatura, a mão de obra brasileira passou a ser de imigrantes europeus e os negros, consequentemente, foram marginalizados pela sociedade. Além dessas questões, somam-se ao período a queda da economia açucareira e a ascensão do café, a proclamação da república e a evolução industrial e tecnológica, que permitiu dentre outras coisas a construção da primeira estrada de ferro.

As questões pelas quais o País passava interferiram em todos os campos da cultura, inclusive na literatura que reagiu contra as propostas românticas. Sendo assim, e sob influência do Positivismo, surgiu no Brasil o Realismo, que teve início oficial em 1881 com a publicação de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. O movimento, contextualizado em um Brasil mais moderno, com ideias liberais e republicanas, deixou de lado a ficção e a novela para dar espaço à verdade - uma das principais diferenças em relação ao que vinha sendo produzido pelos escritores brasileiros. Os textos eram produzidos de maneira mais crítica, objetiva e participante, e os escritores realistas focavam em retratar a realidade com a fidelidade necessária à revelação da sua totalidade.

O positivismo chegou no País por intermédio francês e foi uma corrente filosófica fundamentada na análise da realidade. Com isso, as produções literárias no Brasil passaram a se voltar à realidade brasileira, focando como cenários os centros urbanos, o trabalho e a rotina, e deixando de lado a natureza e a sua idealização. Nos textos de temática amorosa o sentimentalismo e o exagero saíram de cena, dando lugar para características como a ironia, o amor sem exaltações e o casamento para fins de ascensão social. No lugar dos heróis românticos, surgem pessoas comuns, com suas falhas e limitações.

No Brasil o maior expoente do Realismo foi Machado de Assis, mas Aluísio de Azevedo e Raul Pompéia também tiveram grande importância como representantes do movimento que dividia sua produção literária entre prosa e poesia. Machado de Assis contribuiu com grandes obras como “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “Quincas Borba” e “Dom Casmurro”. Já Raul Pompéia e Aluízio de Azevedo receberam destaque com as publicações “O Ateneu” e “O Mulato”, respectivamente.

Fonte: Portal online Wikipédia

Portal online Brasil Escola

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