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ARTIGO

Cidade de Manacapuru

Assim como em outras cidades amazonenses, a povoação de Manacuru esteve inteiramente ligada à expansão lusitana para o norte da colônia, nos séculos XVI e XVII. A estabilização dessa povoação foi consequência das missões religiosas e da construção de fortes como medida de segurança. Entretanto, a profusão de endemias e a hostilidade dos indígenas ocasionou uma fraca densidade dessa população. Os índios Muras eram temíveis, cuja pacificação exigiu grandes esforços, por parte de Matias Fernandes ( diretor da Aldeia de Santo Antônio de Imapiri) e o General Pereira Caldas, em princípios de 1785. Porém, seu título de cidade apenas aconteceu em 1932. Mais tarde, a Emenda Constitucional determinou o desmembramento de seu território em várias partes, surgindo cinco novos municípios: Iranduba, Manaquiri, Beruri, Anamã e Caapiranga.

Atualmente, a “Princesinha do Solimões”, como é carinhosamente conhecida, representa a quarta cidade mais povoada do Amazonas, revertendo a fraca densidade existente no passado. Localiza-se à margem esquerda do Rio Solimões, tendo a pesca como um de seus principais meios de subsistência. Outras fontes também são relevantes, como a extração da borracha e castanha, exploração da pecuária extensiva e, nos últimos anos, a cultura da juta e da pimenta do reino. Desse modo, é perceptível que a economia amazônica é caracterizada pelos produtos da coleta vegetal, dando maior valor à borracha, as oleaginosas e a madeira. Porém, observa-se que, embora possua indústrias extrativas animal e vegetal como expressiva fonte de riqueza, é a agricultura, em particular a cultura da juta, a base econômica do município.

Assim, servindo como escoamento de sua economia e representando uma das únicas vias de penetração da região, o transporte fluvial é intenso e crucial. A navegação fluvial é muito requisitada no Amazonas ( Solimões), nos baixos cursos de alguns afluentes e em outros, que são navegáveis até o alto curso. Os tipos de embarcação utilizados variam desde a simples “montaria” até os navios grande escala, assim como as embarcações à vela, que realizam grande parte do tráfego, ou os “batelões” e “ubás” com motor. O sistema rodoviário também é importante, onde empresas de ônibus fazem rotas da cidade para Manaus, Iranduba, Novo Airão e vilas do interior.

Além de seu peculiar sistema fluvial e rodoviário ou no contato com sua herança histórica, a visita à cidade permite a experiência com atrativos turísticos muito conhecidos na região. Seu artesanato é um deles, onde o uso de elementos da natureza demonstram sua influência nativa. Porém, hoje esse artesanato vem se aprimorando , incorporando-se ás joias – as chamadas “biojoias”. A culinária, baseada na mandioca e nas técnicas de cultivo indígena, também é outro destaque de Manacapuru. Tal matéria-prima acaba transformando-se em farinha dágua, beijus, pirões e mingaus. Outros elementos gastronômicos amazoneneses são: pato no tucupi, tacacá, pirarucu de sol, açaí, pequiá, pupunha, caldeirada de tambaqui, matrinxã na brasa etc.

Entretanto, seu diferencial cultural não é apenas encontrado nas antigas tradições locais, isso porque foi a retomada de um costume regional, a ciranda, que tornou-se o grande destaque de Manacapuru. Iniciada pelo professor José Silvestre do Nascimento e Souza, baseava-se numa proposta folclórica para o Colégio Comercial Sólon de Lucena. No começo dos anos 80, com orientação do próprio professor, a professora Pérpetuo Socorro de Oliveira levou a danaça a Manacapuru. A partir disso, três escolas entraram na brincadeira, “Flor Matizada” (significado do nome do município), a Tradicional e os “Guerreiros de Mura”. O primeiro festival aconteceu apenas em 1997, seguindo a construção de galpões para cada e escola e, também, um cirandódromo em homenagem a esaa manifestação cultural. Os festivais acontecem em agosto, atraindo milhares de turistas fascinados pela cultura e beleza transmitidas.

Os atrativos ambientais também não decepcionam. Nos arredores da cidade, o turista pode sentir o intenso contato com o meio-ambiente, tão negligenciado na maioria dos centros urbanos. Através do Mirante do Monte Cristo, a dez quilômetros do centro, é possível ter uma visão privilegiada do encontro dos rios Manacapuru e Solimões. Já no caso das Ilhas, três ganham destaque: Ilha Nova, localizada em frente ao Mirante de Monte Cristo e cujo acesso pode ser feito por barco ou voadeira; a ilha de Ajaratuba, que tem como atrativo uma bela areia branca e igarapés; e a Ilha do Barroso, que abriga uma comunidade. Releva-se ainda, as cachoeiras do Paroá e Ubim, e a área de proteção ambiental-APA RDS Piranha, região de lagos onde se tem um verdadeiro berçário de peixes.

De tal sorte, “A Princesa do Solimões”, atualmente representando a quarta cidade mais populosa do Amazonas, oferece um encanto e cultura únicos em seu território. Passando por sua agricultura diferencial, na extração de elementos típicos de sua terra, nos pratos regionais, no artesanato indígena, no emprego de vias peculiares de acesso, assim como em suas danças mundialmente famosas, a visita é uma experiência muito agradável. De tal modo, demonstra a possibilidade da retomada de tradições regionais, servindo como exemplo para todo país.

Fonte:

Prefeitura Municipal de Manacapuru

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

by The Cities

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