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ARTIGO

Estado do Amazonas

A história do Amazonas é iniciada por volta de 10.000 a.C, com a primeira ocupação humana no estado. As tribos, especializadas em caça e coleta, vieram do Hemisfério Norte instalando-se na calha do Rio Amazonas e em seus afluentes. Artefatos arqueológicos comprovam hoje tal presença. Ao longo de milhares de anos, tal população adaptou-se às peculiaridades ambientais da região, que também sofreram mudanças ao longo do tempo. Segundo os cientistas, por volta de 3.000 a.C, as populações amazônicas inciaram um novo período econômico: intensificação das práticas agrícolas, aperfeiçoamento genético das espécies vegetais (mandioca, cacau, guaraná, por exemplo) e enriquecimento de sua dieta alimentar. As atividades somaram-se a caça e coleta florestal. Com a agricultura, as populações passaram a concentrar-se em apenas um local, deixando para trás um pouco de sua sobrevivência nômade.

Vale destacar a diversidade linguística dos povos que habitavam a Amazônia antes da chegada dos europeus, com cinco troncos originais: aruaque, caribe, tupi, macro-gê e pano. Com a chegada dos colonizadores no território, a vida dos povos amazônicos sofreu uma profunda transformação. Tal mudança foi ocasionada, principalmente, pela determinação dos colonizadores em estabelecer domínio sobre o que eles denominavam de Novo Mundo. Foi também através do Rio Amazonas que os primeiros europeus adentraram no território do atual estado. Por meio dele, houve as primeiras expedições às regiões desconhecidas: Pinzón, Orellana, Pedro Teixeira, etc, por elas aconteceram os primeiros contatos dos colonos e missionários com os nativos da região.

Enquanto os espanhóis penetravam com mais intensidade no território do Amazonas, os portugueses preocupavam-se em dominar as terras do Grande Rio. Tanto para aprisionar os índios, como para catequizá-los segundo seus ideais e, assim, foram conquistando o território. As construções ao longo do Rio Amazonas e o Tratado de Madri, asseguraram para Portugal, e depois para o Brasil, a Grande Planície. Em 3 de março de 1755, a região ficou subordinada ao Governo Geral do Pará. Depois, houve uma mudança estratégica para a povoação da Barra do Rio Negro, por causa da proximidade dos rios Negro e Solimões.

O notável crescimento da região, com índices expressivos de vilas que se formavam ao redor dos rios, foi resultado do ciclo da borracha. Entretanto, o ano de 1915 começou sombrio pela queda de preços que aconteceu por causa das plantações, que os ingleses faziam na Malásia, utilizando as sementes que provinham do Brasil, levadas pelo britânico Nickman. No entanto, a partir de 1967, com a criação da Zona Franca de Manaus, o Amazonas acelera seu ritmo de desenvolvimento, dispondo de um grande movimento comercial de exportação e importação de produtos. Sua economia passou por várias transformações e está em expansão.

Nos dia atuais, A Zona Franca de Manaus-ZFM é um modelo de desenvolvimento regional da Amazônia brasileira, administrado pela Superintendência da ZFM, a Suframa, orgão vinculado ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior-MDIC, atua como irradiador de crescimento na Amazônia, por meio da atração de investimentos, fomento e apoio às atividades de produção, infraestrutura econômica, capital intelectual, assistência técnica, qualificação de mão de obra e geração de emprego e renda. Compreende três polos econômicos: comercial, industrial e agropecuário. O industrial é considerado a base de sustentação da ZFM. O polo agropecuário abriga projetos voltados às atividades de produção de alimentos, agroindústria, piscicultura, turismo, entre outras. O comércio mantém tendência atualmente, empregando 50 mil pessoas.

O estado do Amazonas, comportando uma incrível diversidade cultural, também surpreendente por sua formação étnica baseada na influência indígena, africana e européia. Essa característica faz o amazonense possuir em sua cultura manifestações distintas, como o ritual da Moça Nova, realizado no Rio Solimões; o Festival Amazonas de Ópera, apresentado no suntuoso Teatro Amazonas, em Manaus; e o carnaval de rua, que acontece principalmente em todas as sedes municipais. O festival do Boi de Parintins, uma exuberante explosão de cores, sons e ritmos, apresenta, na forma de canções e coreografias, um pouco da rica cultura amazônica. Devido ao crescente contato com outras culturas, os amazonenses estão dando conta de sua própria singularidade e riqueza cultural. O resultado disso são os rituais, eventos e festivais cada vez mais lembrados, chegando até as áreas mais urbanizadas.

Ocupando 18% do território nacional e possuindo as terras mais altas do Brasil, como o Pico da Neblina, e a extensão de terras mais baixas, visitar o Amazonas é uma experiência diferencial e surpreendente. O estado é banhado pela Bacia Hidrográfica do Amazonas, representando 20% da água doce do planeta. Seus principais rios são Negro, Amazonas-Solimões, Madeira, Juruá, Purus, Içá, Uaupés e Japurá. O Amazonas apresenta um clima equatorial com uma temperatura média de 26ºC . Possui áreas protegidas por leis federais e estaduais que ocupam o equivalente a 20 vezes o tamanho do Líbano e o dobro de Portugal.

O ecoturismo é o principal atrativo dos roteiros do Amazonas, e pode ser praticado o ano todo, pois a floresta de várzea, local onde as comunidades vivem, oferece belas paisagens, tanto em época de cheia, como de seca. O visitante tem oportunidade de conhecer a floresta tropical e os habitantes que nela vivem, que são os principais responsáveis por sua conservação. A biodiversidade da região amazônica é única e a mais rica do mundo. Suas florestas concentram 60% de todas as formas de vida do planeta, calcula-se que apenas 30% são conhecidas pela ciência. As matas e águas abrigam a mais variadas espécies conhecidas, da fauna e flora conhecidas. São 324 tipos de mamíferos, 2.500 espécies de peixes e 1.800 espécies de aves já identificadas. Além disso, possui a maior serpente venenosa das Américas, a surucu, pico-de-jaca, de mais de 3 metros. Mas, na floresta, há menos cobras perigosas que em outras regiões.

Desta maneira, a biodiversidade, famosa em todo mundo, representa um desenvolvimento em expansão, tornando o estado do Amazonas um modelo de beleza natural e crescimento para o resto do país. Suas proporções acima da média, seu passado histórico e suas manifestações culturais demonstram toda sua realidade peculiar. Esse é o estado do Amazonas, berço natural e humano dos brasileiros.

Fonte: Portal do Estado do Amazonas

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