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RIO DE JANEIRO

História do futebol fluminense

A história do futebol brasileiro confunde-se com a do surgimento do futebol no estado do Rio de Janeiro, pois foi nessa região que os brasileiros tiveram seu primeiro contato com o esporte.

Alguns clubes esportivos da capital da República ofereciam a atividade aos seus associados, que faziam parte das famílias de ingleses, portugueses, italianos e alemães. A elite participou da criação dos clubes locais em 1872, o Paysandu Cricket Club e o Rio Cricket and Athletic Association, que foi inspirada na dos clubes europeus.

O paulista Charles Miller foi o precursor do futebol no Brasil, em 1894, e o inglês Oscar Cox trouxe a primeira bola para o país, estimulando a prática do esporte. George Emmanuel Cox, filho de Oscar, foi o fundador do Rio Cricket, em Niterói. Nessa mesma época, foram fundados também o Fluminense Football Club (1902), Bangu Atlético Club, América Football Club e Botafogo Football Club (1904).

No começo do futebol no país, a participação brasileira nos times era rara, porém o futebol exercia um forte fascínio entre os jovens da elite metropolitana, formados nas escolas elegantes da cidade ou nas universidades inglesas e suíças, o que acabou causando a disseminação do esporte amador no Rio de Janeiro. A grande massa aparecia para assistir os jogos, surgindo a necessidade de organizar as competições que existiam entre Rio e Niterói.

O primeiro Campeonato Carioca foi realizado em 1906, com as regras e regulamentos da liga inglesa. Fluminense, Botafogo, Bangu, Football and Athletic, Paysandu e Rio Cricket disputaram as partidas, sendo assistidos pela nata da sociedade fluminense.

Em 1907, a liga, que organizava as competições, proibiu a presença de negros nas equipes, causando protestos entre os clubes. O Bangu, o Rio Cricket, o Internacional e o Paysandu abandonaram a liga e não participaram do Campeonato Carioca.

Apenas em 1917, voltou-se a aceitar os negros nas competições, mas o preconceito ainda estava muito presente. Os jogadores brancos inventaram uma regra, que dizia que se um branco cometesse falta violenta contra um jogador negro, o juiz marcaria a falta, mas o jogo continuaria a transcorrer normalmente. Caso um jogador negro cometesse a mesma falta contra um jogador branco, o juiz apitaria a falta, dando ao branco o direito de revidar a violência sofrida antes de cobrá-la.

No período de governo do presidente Getúlio Vargas, foi editado um decreto-lei que institui o Conselho Nacional dos Desportos como entidade reguladora da atividade esportiva no Brasil. A lei também regulamentou que deveriam ser utilizadas as regras da FIFA em todas as partidas de futebol, com 2 tempos de 45 minutos, estando proibida a substituição de jogadores, e os jogos deveriam ser realizados aos domingos.

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